Desvendando-me
Sinto a necessidade de criar.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Ciclo.
Adeus. Parece tão amargo quanto vinte limões. Só quem o experimenta, sabe o quão difícil é. Sempre parece estar tão longe, mas num piscar de olhos, lá está você tendo que encarar alguém e pronunciar a tal palavra que causa tanta dor. Mesmo vindo seguida de um abraço, um beijo, um aperto de mão que for, o adeus continua dando vários nós em nossas gargantas. Não é o adeus em si que é ruim, é o pós-adeus. A imagem do alguém se distanciando de você em câmera lenta, a sensação de que você nunca mais poderá tocar essa pessoa novamente, a concentração de água abaixo de seus olhos, o gosto salgado das lágrimas escorrendo por seu rosto vermelho, a sua cabeça queimando de lembrançaas maravilhosas que agora parecem mais distantes e dolorosas do que nunca. O adeus dói, machuca e gera a saudade. Outra palavra que é sinônimo de muita dor. Você é consumido pela saudade, você se afoga na saudade. Os momentos que você viveu com a outra pessoa, fervilham em sua cabeça a todo minuto. "Eu quero reviver tudo isso" é o que seu peito grita ou até um simples "Eu apenas quero você perto de mim outra vez". Mas depois de tanto sofrimento que a saudade causou, o reencontro não chega aos pés de tudo que você passou. Reencontrar aquela pessoa depois de tanto tempo é o sentimento mais extasiante que alguém pode sentir. É lindo. É gostoso. É renovador. É emocionante. Seu coração acelera, você sente que tudo valeu a pena, porque o seu alguém está ali, na sua frente e novamente o adeus é esquecido por algum tempo.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
18 de dezembro, 04:28, câmbio.
Queria esclarecer algumas coisas. Existe uma grande diferença em escrever bem ou ser um autor best seller ou um roteirista genial e gostar de escrever. Eu gosto de escrever. Isso vem desde quando eu era muito pequenininha e a professora pedia para que fizéssemos uma redação. Minha avó tem um caderno antigo meu e nele está uma historinha que eu escrevi sobre uma lebre e uma tartaruga. Pela data, eu não devia ter mais que oito/nove anos. Eu gostava de escrever, mas na época não sabia disso. Não sabia que isso poderia me levar a descobrir uma profissão ou até uma paixão. Aceito bem os elogios que me dão, tanto aqui como fora. Mas existem milhões de pessoas por aí que têm muito mais dom do que eu. Eu só quero escrever. Não quero ser genial, não quero inventar uma nova geração, fazer todos me amarem. Apenas um pedaço de papel e palavras pra mim já bastam. Não são todas as minhas histórias que são boas. Tem algumas postadas que são tão ruins que as vezes me envergonho de um dia ter escrito. Mas depois eu penso e...eu só quero escrever. Me dê um tema e eu escreverei. Se vai ser bom ou ruim, eu não garanto. Porém, você pode ter a certeza que eu escreverei, até que não exista mais sobre o que escrever e mesmo assim continuarei escrevendo, pois provavelmente encontrarei um jeito de repetir tudo novamente.
Câmbio, desligo.
Câmbio, desligo.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Relatos de um homossexual.
O cheiro emanava de todos os lados, forte e ácido. Vinha do balcão empoeirado. Do homem barbado que cantava músicas de Natal. Do chão escorregadio e verde-musgo. Mas aquele bar era meu refúgio naquela noite. Eu não tinha para onde ir. Não sabia nem mais o que seria de mim daquele dia em diante. Meu dia começara bem. Eu acordara em meu quarto como em todas as manhãs e fizera minha higiene matinal. Cumprimentara meus pais sentados à mesa do café. Comera alguma coisa que eu vi pela frente. Saíra para o trabalho na minha moto modelo MAX 125 SED, comprada com esforço. Porém, meu dia começara a mudar quando eu havia chegado em meu trabalho. Eu trabalhava em um escritório de seguros. Era um secretário como mais três que haviam ali. Nunca fui de muita conversa em ambiente de trabalho. Mas havia alguém ali que se tornara uma exceção. Ele era dois anos mais velho do que eu e visivelmente mais alto. Tinha sempre um sorriso de dentes não muito brancos, mas que transformavam seu rosto de 30 anos, em um de apenas 16. Esse era Alan, a exceção. Nós nos cumprimentamos como dois homens normais, simplesmente como fazíamos todos os dias. Alan se dirigiu ao seu pedaço de mesa e eu ao meu, que era o oposto. Atendi alguns telefonemas, fiz algumas resenhas, todo o trabalho diário que eu tinha desde que entrara naquela empresa. No fim do expediente, eu estava arrumando minhas coisas para ir embora. Mas fui interrompido por Alan, que chamara pelo meu nome, em frente ao meu espaço de mesa. Alan havia me convidado para uma cerveja num lugar perto dali. Sabendo que uma cerveja depois de um dia cansativo de trabalho me faria bem, aceitei o convite. Saímos do escritório conversando, chegamos ao lugar também conversando, tomamos nossa cerveja conversando mais ainda. Eu contara minha vida inteira para Alan e ele a sua para mim. Era divorciado e tinha um filho. Fizera algumas escolhas erradas na vida, como eu mesmo e acabara parando naquele escritório como secretário. Nossas histórias muitas vezes batiam e percebemos muitas coisas em comum. Ele insistira em pagar a conta, já que havia feito o convite e como eu estava um pouco sem grana, não o impedi. Em troca, ofereci uma carona até sua casa em minha moto, para que ele não voltasse de ônibus. Estacionei em frente a uma casa já muito antiga e desgastada, lá era onde Alan morava. Desci também da moto para me despedir de meu amigo e fui surpreendido. Alan se aproximara muito de meu rosto e me beijara. Eu deveria tê-lo empurrado e perguntado qual era o problema dele. Mas diferente do que eu deveria ter feito, eu apenas deixei aquele momento acontecer. Era uma coisa do qual eu havia gostado. Eu gostava de Alan, eu tinha muita afeição por ele. Talvez até mais que uma simples afeição de amigo. Partimos o beijo e Alan estava confuso, não disse nada e entrou em sua casa. Voltei para minha moto e dirigi de volta para casa, com milhares de pensamentos fervilhando em minha mente. Quando estacionei a moto na garagem, tive uma certeza. Eu teria que contar aos meus pais. Adentrei a sala e encontrei meus pais sentados no sofá assistindo a um programa. Minha mãe me saudou como sempre e meu pai acenou com a cabeça. Mas ao contrário de ir para outro cômodo, como eu sempre fazia, permaneci ali, me postando entre a TV e meus pais. Disse que tinha algo importante para lhes contar e eles então se aprumaram para me ouvir. Respirei fundo e assumi o que eu descobrira aquela noite. Descobrira que eu era homossexual. Era algo que talvez dentro de mim eu já sabia há algum tempo, só precisava de uma prova concreta e eu tivera com Alan. As próximas cenas eram como borrões em minha mente. Meu pai gritando e minha mãe chorando. Os dois dizendo o quanto estavam decepcionados comigo. E eu sentia a rejeição me afundar. A última coisa que eu vi, foi a mão de meu pai apontando para rua e dizendo que não era mais meu pai. E então aqui estava eu, em um boteco de quinta, que cheirava mal. A desilusão era minha única companhia. Não conseguia enxergar nenhum futuro para mim. Apenas esperava que Deus e o resto do mundo tivesse piedade.
Ps: Quero deixar claro que esse texto é para ser contra a homofobia. Apenas para mostrar como pode se sentir um homossexual rejeitado pela sociedade. Espero que as pessoas leiam e entendam a mensagem.
Ps: Quero deixar claro que esse texto é para ser contra a homofobia. Apenas para mostrar como pode se sentir um homossexual rejeitado pela sociedade. Espero que as pessoas leiam e entendam a mensagem.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Bolacha de maizena.
Por que eu não ouvira minha mãe e trouxera o maldito casaco? Já sentia meus braços ficarem gelados de acordo com a brisa que aumentava. Mas eu gostava do frio, de qualquer jeito. Sempre fora um cenário um extremamente interessante pra mim, meu favorito para que acontecesse histórias. O violão em minhas costas pesava tanto quanto a partitura da música que eu gastara quatro meses escrevendo. Eu sempre fora um cara fodido, daqueles que sempre que pode dar algo errado, eu era o escolhido. Mas dessa vez eu confiava em minha música, eu só tinha a ela para me agarrar, nenhuma outra coisa me fazia feliz ou crédulo. Apertei o passo quando olhei no relógio e percebi que já eram 5:36. Finalmente alcancei o ponto de ônibus e me encostei em algum lugar, esperando. Notei uma senhora encurvada, sentada no chão e rodeada por cachorros tão sujos e velhos quanto ela própria. Desviei o olhar para qualquer outra parte da rua, sentindo meu pé bater em forma de impaciência. Porém, os ruídos que aquela senhora produzia enquanto mastigava as migalhas de pão me chamavam a atenção. Encarei-a de volta, enquanto ela tirava do pouco de pão que tinha para alimentar um dos cachorros e depois sua feição se contrair em um sorriso ao acariciar o animal. Respirei fundo e rolei os olhos, puxando minha carteira do bolso traseiro e encontrando uma nota de cinco reais, a única coisa que me sobrara de minha mesada. Me aproximei da senhora, estendendo a nota amassada e a vi olhar em meus olhos e negar com a cabeça. Continuei a estender a nota, implorando para que ela aceitasse e assim eu pudesse ter um pouco de paz mental. Novamente a senhora negou, dizendo que não era preciso que eu lhe desse dinheiro, mas que se eu quisesse comprar um pacote de bolacha de maizena e dividir com ela, isso a faria feliz. Revirei os olhos novamente e atravessei a rua até a mercearia mais próxima. Chequei meu relógio e percebi que eram 5:43. Eu precisava correr com aquilo ou perderia o ônibus. Comprei as bolachas e voltei para o ponto de ônibus, entregando-as para a senhora. Vi seu sorriso com poucos dentes se estender até todas suas rugas saltarem. Ela abriu e me ofereceu o primeiro biscoito, mas eu disse que não estava com fome. Cruzei meus braços enquanto a via comer e fazer os mesmos ruídos de antes, porém dessa vez ela também conversava com os cães, lhes entregando pedaços de bolacha e sorrindo como se tivesse ganhado um carro novo. Meu relógio marcava 5:47 e resolvi perguntar-lhe se ela sabia se os ônibus estavam atrasados. Ela riu e me disse que os motoristas de ônibus estavam em greve naquele dia e nenhum ônibus estava circulando pela cidade. Um palavrão ficou preso entre meus dentes, enquanto comecei a correr o máximo que conseguia para chegar até o prédio. Quando finalmente isso aconteceu, senti que meus pulmões fossem explodir, mas não podia me preocupar com aquilo agora, eu estava atrasado. Adentrei o prédio e comecei a procurar pela sala dois, até trombar com um cara que saía dessa sala. Perguntei se ainda estavam assistindo aos testes e ele me afirmou que os testes já haviam terminado, as 6:00 em ponto e agora já tinham se passado dois minutos. Novamente aquele palavrão ficou preso entre os dentes, era isso, estava acabado. Lembra quando eu disse que era um fodido? A prova estava aí. Meus ombros caíram e eu saí do prédio para sentar de qualquer jeito nos degraus. Tirei meu violão da capa e as partituras de minha música. Encarei-os e finalmente comecei a tocar os primeiros acordes. Eu havia trabalhado duro naquela música para tocá-la nesse dia, então eu simplesmente faria isso. Fechei os olhos enquanto sentia a música ecoar pelo lugar, sem me importar com as pessoas passando. Quando abri os olhos, do outro lado da rua vi a senhora e os cachorros do ponto de ônibus me encarando. Ela ainda mantinha o sorriso da bolacha de maizena e eu não soube exatamente porque, mas um sorriso involuntário apareceu em meu rosto. Afinal de contas, eu havia feito alguém feliz aquele dia, por mais que não tenha sido eu mesmo. Terminei a música e senti alguém tocar em meu ombro e quanto me virei, era o cara dos testes. Ele dissera que queria conversar comigo sobre a minha música. Soltei um suspiro de alívio e me levantei para segui-lo. Quando estava entrando novamente no prédio, olhei para trás e a senhora encurvada não estava mais lá.
domingo, 3 de outubro de 2010
Desabafo
O título é clichê demais pra você? Pra mim também. Que pena, sempre gostei de clichês. Desde a quarta série, quando descobri meu gosto por escrever, as palavras e o papel sempre me foram uma ótima terapia quando eu precisei desabafar, então lá vou eu de novo. Meus textos sempre são a camuflagem de algo que aconteceu comigo, com amigos ou que eu soube, vi alguém no supermercado contar a outra pessoa. Mas dessa vez decidi fazer diferente, decidi desabafar diretamente.
Ando extremamente irritada com pessoas que levam em conta a minha idade, não só a minha, como a idade em si. Mark Hoppus, vocalista e baixista doex Blink 182 já dizia: "Idade é apenas um número estúpido" e desde que ouvi isso pela primeira vez, fez muito sentido pra mim. Parece que as pessoas hoje adoram comparar o que fazemos ou deixamos de fazer com a nossa idade. Não é a idade que vai mudar o que fizemos, é a nossa personalidade, o que está dentro, é isso que realmente importa. Eu tomo como exemplo um senhor que faz auto escola comigo, ele provavelmente deve ter 70 e poucos anos e está tirando sua primeira habilitação. Muitas pessoas pensam "poxa, ele já é velho, por que tirar a habilitação?". Eu te faço outra pergunta "ele não está morto, certo?" O julgamento pela idade simplesmente é uma coisa podre.
Segundo, eu nunca disse que sei exatamente o que é certo e muito menos me coloquei em posse da verdade, mas às vezes tudo me parece tão errado. Eu tenho vontade de pegar um dos meus livros e enfiar na cara dessas meninas que só pensam em garotos e falar: "Leia, isso vai fazer tão bem para sua mente pouco desenvolvida". Por que todos não podem apreciar um livro? Qualquer um que seja, é tão bom quando você esquece da sua realidade e entra de cabeça em uma história. Ou então aprende, analisa coisas que o autor tem pra te contar. Tenho vontade de tirar os cigarros das bocas das pessoas e pisotear, tentar convencê-las que isso faz tão mal pra elas mesmas. Eu me preocupo muito com coisas e pessoas que não tem ninguém ligando, mas é simplesmente uma coisa que eu não consigo controlar, é meu instinto e eu quero poder fazer algo para que tudo fique certo.
Finalmente, o amor anda me decepcionando muito. Parece que a cada dia ele anda mais falso. Não dá pra acreditar em amor além daquele que seus pais te dão, todos estão usando o amor de forma errada ou não estão usando, o que é pior ainda. Eu realmente espero que isso mude, o amor em um sentimento tão maravilhoso, por que de repente pra mim ele parece tão estranho?
É isso, estou mais leve depois de escrever essas coisas, obrigada.
Ando extremamente irritada com pessoas que levam em conta a minha idade, não só a minha, como a idade em si. Mark Hoppus, vocalista e baixista do
Segundo, eu nunca disse que sei exatamente o que é certo e muito menos me coloquei em posse da verdade, mas às vezes tudo me parece tão errado. Eu tenho vontade de pegar um dos meus livros e enfiar na cara dessas meninas que só pensam em garotos e falar: "Leia, isso vai fazer tão bem para sua mente pouco desenvolvida". Por que todos não podem apreciar um livro? Qualquer um que seja, é tão bom quando você esquece da sua realidade e entra de cabeça em uma história. Ou então aprende, analisa coisas que o autor tem pra te contar. Tenho vontade de tirar os cigarros das bocas das pessoas e pisotear, tentar convencê-las que isso faz tão mal pra elas mesmas. Eu me preocupo muito com coisas e pessoas que não tem ninguém ligando, mas é simplesmente uma coisa que eu não consigo controlar, é meu instinto e eu quero poder fazer algo para que tudo fique certo.
Finalmente, o amor anda me decepcionando muito. Parece que a cada dia ele anda mais falso. Não dá pra acreditar em amor além daquele que seus pais te dão, todos estão usando o amor de forma errada ou não estão usando, o que é pior ainda. Eu realmente espero que isso mude, o amor em um sentimento tão maravilhoso, por que de repente pra mim ele parece tão estranho?
É isso, estou mais leve depois de escrever essas coisas, obrigada.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Atenda.
"Deixe sua mensagem após o bip... BIP."
"Oi.. sou eu. Como você está? Espero que bem. Infelizmente eu não posso dizer o mesmo sobre mim. Mas hoje foi um dia bom, o céu estava claro e depois quase choveu, você sabe como eu sempre gostei dessas mudanças de tempo, parece que é a natureza nos alertando que ela está ali e é melhor não fazer nada de errado. É, eu já te disse isso, eu sei. Essa foi a única coisa boa no meu dia. Minha mãe ligou, perguntou de você e eu não soube responder. Acho que esse deve ter sido o motivo da minha ligação, mas não tenho certeza porquê ainda estou falando. Deve ser porque estou me perguntando a onde você está, para não atender ao telefone. Ou talvez você só esteja me ignorando, o que seria certo da sua parte, já que não estamos nos falando. O fato é, que essa ligação era pra ser um desabafo. Eu chorei no metrô hoje. E chorei no banheiro da faculdade. Chorei mais ainda quando cheguei em casa e não tinha ninguém. Tive uma crise de choro durante o banho também. Mas já passou. Queria entender porque ainda choro, porque não consigo parar, porque não consigo seguir em frente como, provavelmente, você está fazendo. Só que eu não consigo e tão pouco entendo. Eu sinto falta. Eu sinto falta de ligar e você atender. Eu sinto falta de abraços nas noites de chuva. Eu sinto falta do calor que você emanava. Eu sinto falta da maciez da sua mão sobre a minha. Eu sinto falta da segurança que seus olhos transmitiam pra mim. Eu sinto falta de desenhar corações com os nossos nomes dentro. Eu sinto falta de ouvir uma música e pensar em você. Eu sinto falta de ter você. Eu sinto falta de nós.................Desculpe te ligar pela quarta vez essa semana e fazer você ouvir as mesmas palavras saírem do telefone. Eu simplesmente não sei como fazer isso passar. Se você souber, ou melhor, se já está conseguindo executar tal façanha, me ajude, eu quero aprender também. Eu.. por favor. Essa noite a Lua é nova, não sei se você sabe, provavelmente sim, já que nós costumávamos acompanhar o ciclo. Ou talvez não e você tenha excluído esses hábitos. Não me vejo na obrigação de dizer mais nada agora, apenas mais um singelo: Eu te.."
"Tempo para mensagem esgotado."
"Oi.. sou eu. Como você está? Espero que bem. Infelizmente eu não posso dizer o mesmo sobre mim. Mas hoje foi um dia bom, o céu estava claro e depois quase choveu, você sabe como eu sempre gostei dessas mudanças de tempo, parece que é a natureza nos alertando que ela está ali e é melhor não fazer nada de errado. É, eu já te disse isso, eu sei. Essa foi a única coisa boa no meu dia. Minha mãe ligou, perguntou de você e eu não soube responder. Acho que esse deve ter sido o motivo da minha ligação, mas não tenho certeza porquê ainda estou falando. Deve ser porque estou me perguntando a onde você está, para não atender ao telefone. Ou talvez você só esteja me ignorando, o que seria certo da sua parte, já que não estamos nos falando. O fato é, que essa ligação era pra ser um desabafo. Eu chorei no metrô hoje. E chorei no banheiro da faculdade. Chorei mais ainda quando cheguei em casa e não tinha ninguém. Tive uma crise de choro durante o banho também. Mas já passou. Queria entender porque ainda choro, porque não consigo parar, porque não consigo seguir em frente como, provavelmente, você está fazendo. Só que eu não consigo e tão pouco entendo. Eu sinto falta. Eu sinto falta de ligar e você atender. Eu sinto falta de abraços nas noites de chuva. Eu sinto falta do calor que você emanava. Eu sinto falta da maciez da sua mão sobre a minha. Eu sinto falta da segurança que seus olhos transmitiam pra mim. Eu sinto falta de desenhar corações com os nossos nomes dentro. Eu sinto falta de ouvir uma música e pensar em você. Eu sinto falta de ter você. Eu sinto falta de nós.................Desculpe te ligar pela quarta vez essa semana e fazer você ouvir as mesmas palavras saírem do telefone. Eu simplesmente não sei como fazer isso passar. Se você souber, ou melhor, se já está conseguindo executar tal façanha, me ajude, eu quero aprender também. Eu.. por favor. Essa noite a Lua é nova, não sei se você sabe, provavelmente sim, já que nós costumávamos acompanhar o ciclo. Ou talvez não e você tenha excluído esses hábitos. Não me vejo na obrigação de dizer mais nada agora, apenas mais um singelo: Eu te.."
"Tempo para mensagem esgotado."
terça-feira, 17 de agosto de 2010
A filosofia da semana.
Segundas-feiras são dias tristes por si só. Eu me pergunto como seria ser uma Segunda-feira, ela não deve ser alguém lá muito feliz sabendo que tantas pessoas não gostam dela. Mas mesmo não gostando das Segundas-feiras, as pessoas acordam e tomam café, ainda saem de casa e vão para o trabalho ou escola, ou academia, ou a padaria gastar alguns trocados. Ou como eu, não se levantam até que o relógio marque uma hora interessante para abrir os olhos. Terças-feiras são dias neutros, é difícil alguém não gostar ou gostar demais de uma Terça-feira. Só se você é uma aluna apaixonada pelo seu professor de História e é exatamente na Terça-feira que você assiste à sua aula. Ou se você tem folga às Terças-feiras. Mas ainda sim, elas são dias sem nenhum tipo de charme em especial. Quartas-feiras são dias que marcam a metade. Desde criança eu sempre achei a Quarta-feira um dia interessante. Você não está mais odiando ter sua rotina, pois só faltam mais dois dias para o final de semana. E por outro lado, não faz nem dois dias que você saiu do final de semana passado. Isso sempre soou muito filosófico pra mim. Quintas-feiras não são neutros como as Terças-feiras, pois são dias com ansiedade. Nesse dia, você já faz planos pro dia seguinte, já marca algo com os amigos e conta as horas praquilo chegar. Nas Quintas-feiras, se você foi à sua aula de contra-baixo na Terça-feira, você não terá que voltar ali até que o final de semana passe, será a última vez àquela semana. Sextas-feiras são dias intensos, mais do que qualquer outro. Esse dia não combina com stress, combina com jogar todo material da escola pra cima assim que terminar a aula. São dias que marcam o último dia útil da semana. E aqueles planos feitos na Quinta-feira parecem mais próximos do que nunca. Sem contar que também é derradeiro para as feiras, elas não existem mais até que chegue a Segunda-feira denovo. Sábado tem alegria em cada sílaba. Muitas músicas já foram cantadas sobre os Sábados, eles tem essa magia. Você sente que pode ser e fazer o que quiser aos Sábados. Para alguns eles são sinônimos de agitação, não dá para parar em casa num dia como esses. Para outros é apenas mais um dia comum, você apenas não precisa acordar tão cedo. Mas eu sempre tive uma certa afeição pelos Sábados, não são apenas dias comuns pra mim, eles tem um quê de especial. Domingos são dias que eu gosto de chamar de antônimos. Algumas pessoas acreditam que o Domingo é o fim, um dia que não deveria existir por ser completamente tedioso. Quando na verdade, é aos Domingos que a semana começa. Por isso você descansa nos Domingos, você não deve começar trabalhando ou estudando, você deve começar descansando. Quer algo mais prazeroso e justo que isso? Ligue sua TV, coloque os pés pra cima e aproveite esse dia, que só volta na próxima semana.
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